Capital registra crescimento populacional acima da média nacional, segundo dados do Censo 2025.

O DF alcançou a marca de 2.996.899 habitantes em 2025, de acordo com números divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, publicado no Diário Oficial da União, mostra crescimento de 0,47% em relação ao ano anterior, quando a população era estimada em 2.982.818 moradores.
O resultado coloca a capital da República acima da média nacional, que foi de 0,39%. No conjunto do país, o IBGE registrou 213.421.037 brasileiros em julho deste ano.
Crescimento constante
Desde o Censo de 2022, quando o Brasil tinha 203.062.512 habitantes, o número de moradores subiu 5,1%. A atualização mais recente considera a contagem até 1º de julho de 2025.
No caso do Distrito Federal, a expansão reflete fatores como atração de mão de obra, migração interna e aumento da taxa de natalidade. Embora o crescimento seja modesto, especialistas destacam que ele mantém a capital em ritmo estável, acompanhando tendências verificadas em grandes centros urbanos.
Liderança populacional
O estado de São Paulo continua como o mais populoso do país, com 46.081.801 pessoas, o equivalente a 21,59% da população nacional. Minas Gerais aparece em segundo lugar, com 21.393.441 habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro, com 17.223.547.
Na outra ponta, Roraima segue como o estado menos populoso, com 738.772 moradores. Apesar disso, foi justamente lá que ocorreu o maior crescimento proporcional: 3,07% em relação ao ano anterior.
Já os menores índices de variação ficaram com o Rio de Janeiro e Alagoas, ambos com 0,02%. O Rio Grande do Sul também teve avanço tímido, de 0,03%.
Norte em expansão
A região Norte apresentou destaque no ritmo de crescimento, puxada por Roraima e pelo Amazonas, que atingiu 4.321.616 habitantes. O Pará também registrou alta, alcançando 8.711.196 moradores.
Especialistas apontam que a região continua a receber fluxos migratórios expressivos, impulsionados por oportunidades de trabalho ligadas à exploração de recursos naturais e à expansão agrícola.
Nordeste consolidado
O Nordeste mantém participação significativa no cenário nacional, com estados como a Bahia, que soma 14.870.907 habitantes, e Pernambuco, com 9.562.007. Ceará e Maranhão também ultrapassaram a marca de 7 milhões.
Apesar da densidade, alguns estados nordestinos apresentam ritmo de crescimento mais lento, refletindo desafios socioeconômicos e migração para outras regiões do país.
Centro-Oeste e Sul
No Centro-Oeste, Goiás registrou 7.423.629 habitantes, enquanto Mato Grosso atingiu 3.893.659. Já Mato Grosso do Sul ficou em 2.924.631. A região continua atraindo população devido à expansão do agronegócio.
No Sul, o Paraná tem 11.890.517 moradores, à frente do Rio Grande do Sul, com 11.233.263. Santa Catarina soma 8.187.029, sendo um dos estados com melhor desempenho econômico recente.
Importância dos dados
O IBGE destaca que os números servem de base para políticas públicas e distribuição de recursos federais. A contagem influencia indicadores sociais e econômicos, como o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, além de orientar a criação de programas de saúde, educação e infraestrutura.
No caso específico do Distrito Federal, a proximidade da marca de 3 milhões de habitantes reforça a necessidade de planejamento urbano. O aumento pressiona setores como mobilidade, habitação e atendimento hospitalar.
Um retrato do país
Os dados de 2025 confirmam a tendência de crescimento moderado da população brasileira. A taxa, embora positiva, reflete o impacto da queda da fecundidade e do envelhecimento da população. Segundo demógrafos, o Brasil caminha para um cenário de estabilização, seguido por redução em longo prazo.
Enquanto isso, capitais e regiões metropolitanas, como Brasília, continuam a atrair novos moradores, reforçando o desafio de equilibrar desenvolvimento econômico e qualidade de vida.